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Polícia deve capacitar pessoal para operar as novas tecnologias da informação e comunicação
de Akasha De Lioncourt | Quinta, 22 de Outubro de 2009
Polícia deve capacitar pessoal para operar as novas tecnologias da informação e comunicação
Retirado do site da Polícia Civil do Rio Grande do Sul
Especialista em Engenharia de Telecomunicações, Técnico em Segurança do Trabalho e com vários cursos na área da tecnologia, o Delegado Joel Souza de Oliveira está na Polícia Civil desde 1978. Tendo passado por diversas Delegacias de Polícia do interior do Estado e departamentos que compõem a estrutura da Polícia Civil, dentre eles o DETEL - Departamento Estadual de Telecomunicações, do qual foi Diretor de todas as Divisões (Divisão de Manutenção e Suprimento – DMS, Divisão de Assessoramento Especial em Telecomunicações - DATEL e Divisão de Operações de Telecomunicações – DOT como diretor do DETE, hoje ele enfrenta um novo desafio: dirigir o Departamento de Polícia do Interior – DPI, onde se concentra o maior efetivo da Polícia, cerca de três mil funcionários. Em entrevista ao Notícias em Preto e Branco, o Delegado Joel fala de seu trabalho a frente do DPI, onde introduziu um novo estilo de atuação, com a participação dos diversos departamentos da Polícia Civil nas operações que são realizadas no interior do Estado. Entusiasmado com as soluções que a tecnologia pode apresentar para o trabalho policial, ele defende a ampliação do uso da tecnologia da informação e comunicação e diz que um dos caminhos para a Instituição policial é investir mais na capacitação de pessoal para operar estas novas tecnologias.
P&B — Ao assumir, o senhor realizou uma reunião com os Delegados Regionais. Qual foi o objetivo desta reunião?
DJ — Fizemos a primeira reunião com os Delegados Regionais, logo depois que assumimos, com a intenção de mostrar o nosso projeto de trabalho frente ao DPI, já que eu estava assumindo a direção do Departamento e precisava conversar com os meus colegas. A reunião também foi uma oportunidade de rever os colegas, Delegados de Polícia Regionais, e saber da situação no interior do Estado. Então, nós fizemos uma primeira reunião para colocar a nossa sistemática de trabalho e quais seriam os objetivos que pretendíamos alcançar à frente da administração do Departamento de Polícia do Interior.
P&B — Que objetivos são estes que foram apresentados?
DJ — Apresentamos algumas sugestões de como poderíamos trabalhar para reduzirmos os índices de criminalidade no interior do Estado, pois, como todos nós sabemos, a criminalidade avança a cada dia, principalmente no interior. Então, a nossa intenção é desenvolver um trabalho em equipe, através da realização operações, como as que estamos realizando, com a participação de diversos órgãos da Polícia Civil e que têm dado bons resultados. Em toda a polícia, hoje, temos uma deficiência muito grande de efetivo e as Delegacias de Polícia sofrem com a carência de funcionários. Com relação a material nós podemos até dizer que estamos razoavelmente bem. Nós estamos com as delegacias razoavelmente equipadas na área de TIC, mas faltam recursos humanos. Então, esta carência é reclamada por todos os órgãos policiais do Estado, não só dos órgãos que compõem o Departamento, mas toda a polícia reclama da falta de efetivo. Diante desta carência, começamos a desenvolver um trabalho em que nos deslocamos daqui, de Porto Alegre, com auxílio de outros órgãos policiais, de outros Departamentos, principalmente dos departamentos operacionais, como o DEIC, DENARC e DPM, para realizarmos Operações Policiais em diversas regiões do interior do Estado. Estas operações têm dado um bom resultado, um resultado que, salvo melhor juízo, consideramos positivo para a Polícia. Há também a participação dos Departamentos de apoio técnico.
P&B — Que resultados o senhor poderia citar decorrente destas operações com reforço dos Departamentos operacionais?
DJ — Há lugares onde estava ocorrendo muitos homicídios, como o caso de Taquara, onde havia três, quatro homicídios por semana. Nós realizamos uma operação naquela cidade, numa terça-feira, ocasião em que foram efetivadas 11 prisões em flagrante. De lá para cá, o índice de homicídios decresceu, quase não acontecem mais, mas temos que retornar com uma “Operação Rescaldo”. Há também a questão do abigeato. Foram feitos vários flagrantes em todo o Estado, principalmente na região do Litoral Norte. Em Mostardas de um tempo para cá, foram efetivados mais de dez flagrantes, a maior parte deles pela prática do delito de furto de animais, o famoso abigeato. Foram recuperadas, aproximadamente, umas 100 cabeças de animais. Então, são coisas que têm dado resultado. Tem ainda o caso de Bagé, local onde efetivamos uma operação que resultou na devolução, para um proprietário uruguaio, de cerca de 200 cabeças de gado, mais ou menos. Nós trabalhamos em Bagé, trabalhamos em Santo Ângelo. Agora, nós temos mais duas operações na fronteira e outras duas nas Missões. Não vou adiantar mais nada sobre elas. Tem também uma operação prevista aqui perto, numa região grande, de destaque. Não estamos viajando muito agora por causa da gripe porque as operações seriam justamente onde está o índice elevado do foco da gripe. Então nós estamos segurando para evitar problemas de saúde para nossos funcionários, mas tenham a certeza que não pretendemos parar, temos conhecimento de que é impossível terminar com a criminalidade, mas que eles, os delinquentes, serão importunados, pois estaremos sempre desenvolvendo operações no interior do nosso Estado, principalmente nas nossas fronteiras, uma vez que, para o crime não há fronteiras.
P&B — O Senhor tem se relacionado constantemente com o pessoal do interior?
DJ — Temos andado pelo interior do Estado, temos visitado todas as delegacias, desde delegacias de pequeno porte àquelas de grande porte. Tenho conversado com os colegas funcionários, tenho andado por todo o interior, para sentir de perto as necessidades, e para ficar sabendo como está a nossa Polícia Civil no interior do Estado. Há poucos dias eu estava, numa sexta-feira, às 22 horas da noite, em Ametista do Sul uma cidade pequena. Na oportunidade eu tinha ido até Palmeira das Missões dar posse para o Dr. Mairon, haja vista que este estava assumindo a Titularidade da Décima Quarta Região Policial, ocasião em que fui convidado para ir até Ametista do Sul pelo Prefeito Municipal daquela cidade. Eu acho interessante este diálogo com os funcionários até para saber as dificuldades que eles estão enfrentando e até mesmo para que fiquem sabendo que temos a intenção de fazer alguma coisa por eles. Esta conversa é muito importante. Tenho andado por todo o Estado, conhecendo bem a nossa realidade do interior, e estamos programando mais operações para o interior do Estado, isso para atender aos anseios das comunidades e, ao mesmo tempo, aproximar mais os nossos policiais, pois que entendemos que há esta necessidade, para que possamos melhor desenvolver os nossos trabalhos em benefício da sociedade.
P&B — Além do abigeato que é um crime muito comum no interior, quais são os outros crimes de maior incidência no interior?
DJ — Nós temos casos de homicídios acontecendo no interior do Estado. Hoje é uma constante que nos preocupa, porque o abigeato hoje não anda mais sozinho temos os casos dos crimes praticados na zona rural. A gente tem certeza que vai conseguir reduzir com as ações o abigeato, mas não vamos terminar com esta modalidade de pratica criminosa. Como acontece com todo o tipo de crime, a gente não tem esta pretensão de terminar, de que este tipo de crime passe a não ocorrer mais. Mas um tipo de crime que está nos preocupando bastante no Departamento de Polícia do Interior, são os crimes que estão ocorrendo na zona rural como já falamos. Hoje se invade residências na área rural, matam pessoas, cometem homicídios, fazem furtos de toda ordem, de material, de coisas que estão dentro das propriedades rurais. Isto aí é uma preocupação muito grande para a polícia. Uma coisa que nós estamos tentando atacar também é a questão da droga. Geralmente, nestas operações que realizamos, o DENARC vai conosco. Nós temos feito várias apreensões no interior do Estado. Podemos citar aqui o caso de Passo Fundo, em que 340 quilos de maconha foram apreendidos. No início do mês de maio, foi aprendida uma carga de aproximadamente 1.200 Kg de maconha em Iraí. Então, em todas as operações que temos realizado, temos apreendido uma certa quantidade de drogas ilícitas, principalmente crack, cocaína e maconha dentre outras.
P&B — Com relação aqueles crimes da fronteira, de contrabando de combustível…
DJ —… Inseticida. Isto também é outra coisa que nos preocupa. Nós temos um grande problema na nossa fronteira. Há uma despreocupação muito grande com nossas fronteiras. Então, estamos preparando algumas operações, inclusive em conjunto com outras instituições, para atacar estas questões de fronteira, porque é por ali que passam não só o contrabando de agrotóxicos, inseticida, mas também passa o armamento que entra pelo Estado e vai para outros Estados da Federação. Estamos estudando como é que nós vamos atacar esta prática criminosa. O outro fato que nos preocupa também, porque somos conhecedores de que está entrando agrotóxico, está entrando inseticida, está entrando arma, pelas nossas fronteiras, é o de que temos que fazer alguma ação para coibir este tipo de crime. E o crime não tem fronteiras, como dissemos anteriormente, por isso é importante o bom relacionamento com nossos colegas policiais do Uruguai e da Argentina, principalmente.
P&B — Qual sua trajetória na Polícia?
DJ — Eu entrei na Polícia Civil em 1978. No dia 12 de março de 1978, eu estava chegando à antiga Escola de Polícia, na Azenha, para fazer o Curso Superior de Escrivão de Polícia. Na época eu já tinha o Curso Técnico em Eletrônica, então fui guindado para o Departamento Estadual de Telecomunicações, o DETEL. Depois eu saí do DETEL para ser delegado de polícia. Minha primeira Delegacia de Polícia, como delegado, foi Júlio de Castilhos, a 68 km de Santa Maria. Lá eu respondi várias vezes pela Delegacia de Tupanciretã, da qual também fui Titular. Hoje tem Jarí, tem Quevedos, Pinhal Grande, Nova Palma, Faxinal do Soturno, Ivorá. Eu trabalhei por todas aquelas localidades. Então eu brinco sempre, que eu trabalhei das barrancas do Jacuí às barrancas do Toropí. Na época havia falta de delegados e a gente não ganhava substituição, e eu respondia, às vezes, por seis ou mais Delegacias de Polícia. Então eu trabalhei muito naquela região que compõe a Terceira Região Policial que tem sede em Santa Maria
De Júlio de Castilhos eu fui para Tupanciretã, prestava auxílio na DEFREC de Santa Maria e, depois, vim trabalhar na Delegacia de Butiá, como titular. Da Delegacia de Butiá, eu fui convidado para ser adjunto na Delegacia de Homicídios, mas não aceitei. E, logo em seguida, o Chefe de Polícia me convocou para ser Diretor de uma Divisão no DETEL, A DMS. No DETEL, após ter sido Diretor de todas as Divisões que compõem este Departamento, eu fui para a Corregedoria; depois, fui titular da Delegacia de Feitos Especiais. Trabalhei no DINP, como Diretor do Departamento, local onde desenvolvemos o Projeto Escrivão que resultou no hoje SPJ e a Delegacia Eletrônica, hoje Delegacia On-Line. Na mesma oportunidade, também era Diretor do DETEL. Voltei a dirigir somente o DETEL. Fiquei como diretor de Departamento até passar a ser Chefe de Gabinete do Chefe de Polícia, o Delegado Marchisio. Como chefe de Gabinete, eu respondi pela DCS, respondi pela DAJ e pela DIPLANCO também. Respondi, principalmente, pela DAJ porque o diretor entrou em licença e eu, praticamente, durante todo o tempo em que estive na Chefia de Gabinete eu respondi paralelamente pela DAJ. Depois eu fui convidado pelo Secretário, o Dr. Omar Amorim, para dirigir o Departamento de Inteligência e Assuntos Estratégico - DIAE da Secretaria da Segurança e fiquei como diretor de inteligência até o final da administração do Dr. Omar no final do Governo Rigotto. Então retornei para o DETEL, donde saí para vir dirigir o DPI. Para mim é mais um desafio na minha carreira de policial e um desafio que pretendo desempenhar a contento, dentro de um trabalho mais operacional, que é uma coisa que pouca gente conhece, este meu lado operacional, e é o que eu gosto de fazer. Quando trabalhei no interior do Estado, eu gostava muito deste trabalho operacional e é por conhecer as dificuldades dos colegas do interior que optei por realizar este tipo de trabalho.
P&B — Existe perspectiva de aumentar o efetivo do interior?
DJ — Agora, com estes novos cursos que foram autorizados, as novas turmas da Academia, a expectativa é grande de que a maior parte destes alunos — como o DPI é o maior Departamento da Polícia, é o lugar onde está o maior número de pessoas, de funcionários, o efetivo do DPI é em torno de 3.000 funcionários — sejam aproveitados no interior do Estado para atender as necessidades da polícia e os anseios da sociedade, que clama muito por funcionários, isso para que possamos desenvolver melhor o nosso trabalho, para um atendimento da nossa população.
P&B — Mas há expectativa de novos concursos?
DJ — Eu acho que logo em seguida que os alunos forem para a Academia, deverão ser autorizados novos concursos, principalmente, para agentes. Eu acho que, agora, com o concurso de delegados em andamento, fecha o quadro de delegados, pelo menos por um tempo. E vai passar a ter concurso para agentes, para aumentar o efetivo na polícia.
P&B — Como tem sido a experiência no DPI?
DJ — Eu passei por vários órgãos da polícia, quando comecei na Polícia Civil em 78, então para mim está sendo um retorno às velhas atividades. Aqui a gente realmente está conhecendo a polícia. Porque trabalhar em Delegacias, trabalhar em órgãos de apoio, a gente não tem aquela visão ampla de como tratar todas as questões policiais. Veja que hoje nós estamos administrando a polícia, talvez na pior situação da Instituição, tendo em vista a falta de recursos humanos. Hoje a carência de funcionários é muito grande, então nós estamos administrando a pior fase da polícia, em se tratando da falta de recursos humanos. Eu lembro que quando eu cheguei, em 78, no Departamento de Telecomunicações, o Departamento tinha mais de 350 funcionários, entre rádio-técnicos e operadores de rádio e funcionários policiais. Agora, quando eu saí do Departamento tínhamos menos de 40 funcionários. As dificuldades vêm até desacompanhando a evolução porque a população vai aumentando e nosso efetivo vai diminuindo. Então, é uma coisa que preocupa. Apesar de tudo que esta aí, tem muita coisa boa acontecendo para melhor. Como eu sou da área técnica, eu vejo que a tecnologia vem e resolve grande parte dos nossos problemas. Se não fosse a tecnologia hoje, eu não sei o que seria da polícia, porque muitos problemas que estão ocorrendo hoje nós resolvemos com a tecnologia. Nós conseguimos sanar a falta de funcionários com a tecnologia, mas mesmo assim nós precisamos de recursos humanos, isso por que a máquina é burra, a polícia precisa de policiais, precisa de inteligência, precisa de equipamentos, para desenvolver a contento o seu trabalho. Mas só para dar uma mostra de que a tecnologia ajuda bastante, em determinada ocasião nós conseguimos agüentar a falta de funcionários porque possuíamos equipamentos. É aquilo que eu falava antes. Hoje a polícia está bem na área de tecnologia da informação e comunicação, e nós estamos com falta de pessoal para a área técnica de polícia, faltam policiais. Minha formação é toda na área técnica, eu sou especialista em Engenharia de Telecomunicações, sou Técnico em Segurança do Trabalho, Técnico em Eletrônica, Técnico em Informática e tenho vários cursos na área, então eu acho que a tecnologia poderia nos ajudar mais se nós investíssemos mais nesta área. Isto não só para a polícia, mas posso dizer o mesmo para todos os órgãos e instituições estaduais.
P&B — Falta pessoal para esta área técnica?
DJ — Sim, até para a investigação eletrônica. O pessoal com conhecimento técnico tem condições de desenvolver coisas que até hoje a polícia não está usando por falta de pessoal com este conhecimento. Faltam pessoas com conhecimento, principalmente, na área da tecnologia de informação e comunicação. É essencial para boa administração, principalmente na área de segurança, o pessoal com conhecimento técnico, no meu modo de entender. Nós temos condições hoje de fazer sistemas de telecomunicações usando rádio. O rádio hoje nos possibilita acessar a rede de telefonia, basta ter o complexo todo montado, sistemas de repetição, de transmissão, tudo isto. Então, eu acho que nós temos que usar bastante a tecnologia e introduzi-la na investigação policial, que vai nos ajudar bastante, tenham a certeza, justamente com a falta de pessoal que nós temos. Nós temos que qualificar nosso pessoal e tentar trazer para dentro da polícia pessoal qualificado, para que, com isso, possamos desenvolver melhor o nosso trabalho.
P&B — Na sua atuação profissional, qual foi a situação mais difícil que o senhor encontrou?
DJ — Para ser sincero, eu nunca tive um enfrentamento que apresentasse um grau de dificuldade que não fosse possível a solução do problema, graças a Deus. Passei por várias dificuldades, até por tiroteio, no interior a gente tem que enfrentar tudo. Trabalhei em casos de seqüestro. Fui convocado pelo Chefe de Polícia para resolver uma situação de seqüestro em Lajeado e, com o uso da tecnologia, nós tivemos a sorte de um dia para o outro, solucionar o caso. Solucionamos de imediato pelo uso da tecnologia. Então eu entendo que foi uma situação difícil, mas o uso da tecnologia permitiu que nós a resolvêssemos. E o que se pretende desenvolver no DPI é dar treinamento para o pessoal. Estamos verificando, indo no interior e vendo as dificuldades, vendo o que se pode fazer. Estamos estudando a questão do treinamento de pessoal, principalmente, para esta área de abigeato, área de combate ao crime, porque o nosso pessoal precisa conhecer a documentação utilizada nestes casos de vendas de animais, nós temos que conhecer a documentação, saber manusear, ver com o que eles trabalham. Estamos estudando a questão do treinamento na área técnica, as dificuldades que existem. Então hoje temos uma preocupação muito grande na área de tecnologia da informação e comunicação, nós temos que ter mais gente que entenda do assunto, principalmente, no interior do Estado, isso para que possamos dar um suporte técnico mais rápido e eficiente aos órgãos policiais sediados no interior do Estado. São coisas muito interessantes para a Polícia Civil.
Fonte: http://www.pc.rs.gov.br/JE2/edicao5/Links/entrevista.htm
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